terça-feira, 19 de julho de 2011

Tipos Psicológicos segundo Jung


Um dos maiores pesquisadores da personalidade humana foi o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Estudioso das relações humanas e suas interações, apresenta, em 1921, uma contribuição fundamental para o entendimento do ser humano – os Tipos Psicológicos. ]de cordo com seu entendimento, o Tipo seria um estado da psique humana de ação ou reação situacional caracterizada por seus interesses, referências e habilidades. Dentro deste pressuposto, aponta uma postura dicotômica do indivíduo enquanto sua relação com o mundo.

Ao reagir de forma que privilegie pessoas ou fatos, ou seja, o mundo externo, estará caracterizado, segundo a tipologia jungiana como alguém extrovertido. Em contraponto, se interiorizar sua reação, se mostrará um indivíduo introvertido. Estes dois quadros reativos não são mutuamente excludentes, mas, presentes em todas as pessoas e se apresentam mais evidenciados de uma ou de outra forma na maioria do tempo, ou circunstancialmente, o que seria o ideal, quando, dependendo do contexto que o permeia, o indivíduo reagiria pertinentemente, de forma introvertida ou extrovertida. Porém, o que se pode perceber, via de regra, é a predominância de um dos Tipos Psicológicos, independentemente do cenário que se apresenta.

Assim, a Extroversão é o Tipo Psicológico daqueles que se relacionam com suas exterioridades, com o mundo que o circunda, com as pessoas e os fatos. São pessoas sociáveis e socialmente conscientes. No entanto estão no limiar de serem dominados por esta mesma exterioridade e, em alguns casos, assumirem posições de outrem, alienando seu próprio pensamento e opinião.

Já a Introversão torna o indivíduo introspectivo, mais fechado em seu mundo interior, mergulhado em seus pensamentos e sentimentos. Desta forma, corre o risco de se isolar do mundo externo, perdendo o senso da adaptação às circunstâncias que se lhe apresentam.


Carl Gustav Jung - 1875-1961




Natural da Suíça, nasce em uma família recheada de pastores luteranos, que será base de seu interesse, posterior, pela Filosofia, questões espirituais que interferem no amadurecimento psíquico do indivíduo ou grupo social. A opção pela Medicina veio em decorrência de seu paladar pelas ciências humanas e naturais. Em 1900 ingressa como interno na Clínica Psiquiátrica Bugholzli de Zurique, local onde dois anos depois iria montar um laboratório experimental para implementar seu Teste de Associação de Palavras.

Influenciado pelos escritos de Freud, trocam correspondências em 1906, e após um encontro que durariam 13 horas ininterruptas, em 1907, tornam-se amigos e colaboradores. Uma amizade que em sete anos gera trocas de informações, análises e discussão de casos clínicos, chegando às confidências pessoais. Tanta amizade gerou uma interação de conhecimentos que culminou em evidenciar algumas diferenças teóricas fundamentais. Jung não aceitava que traumas de natureza sexual seria o único responsável por conflitos psíquicos, como Freud afirmava e este, contestava o interesse do colega pelos fenômenos de ordem espirituais como fontes de estudos. Culminando em 1930 com o auge das divergências. Um traumático rompimento das colaborações que gera até hoje dois vieses de partidários, dentre os estudiosos da Psicologia do século XX.

Retomando 2011 com Estilo


É muito bom retomar este Blog.

Infelizmente ficou um bom tempo sem postagens, mas agora retomando com uma continuidade aos estudos dos Estilos de Aprendizagem.

Vamos iniciar com a introdução de um estudo de um dos maiores Psiquiatras do século XX, Carl Gustav Jung. Partiremos de seus estudos dos Tipos Psicológicos e das Funções Psicológicas, teorias que consubstanciarão nossa linha condutora na busca por uma Educação mais eficaz, onde o aprendente, além de ser o centro do processo de aprendizagem, é seu coautor.

Que tal partirmos para conhecermos um pouquinho sobre a vida de Jung e logo depois partirmos para suas teorias?

Grande abraço,

Milton JB Sobreiro

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


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Mais um ano está chegando ao fim.
Foram muitas expectativas que se iniciaram com 2009.
Muitas foram realizadas, como a construção deste Blog.
Outras ficaram adiadas, jamais descartadas, para 2010.
Mas o que é mais importante, é que todas estão sendo geradas. Qual mais um filho que será dado à luz e enfrentará um ano de crescimento. De ano em ano, de filho em filho, se faz nossa construção do conhecimento.
 



Este ano iniciamos percebendo que a EAD é uma Educação que embora pareça que falta peça, funciona perfeitamente, se trata da quebra dum paradigma. Na sequência discutimos que a EAD se trata de Educação Aberta Democrática, pois se baseia na Construção Coletiva do Conhecimento. Através da Teoria da Comunicação, percebemos o processo comunicativo que necessita de um feedback para se completar, sendo assim, reforça-se a questão defendida por Vygotsky da aprendizagem social e da interferência do outro como mediador do processo de aprendizagem.


Mas sendo a aprendizagem algo que depende do meio, e sendo social, não deixa de ter um caráter individual, concomitante. São as características pessoais de aprendizagem, ou melhor dizendo, os Estilos de Aprendizagem preferenciais, que cada um de nós carrega no processo cognitivo. Seja visual, auditivo ou sinestésico, há uma preferência, ou facilidade no aprender vendo, ouvindo ou vivenciando. Cada qual, mesmo em grupo, possui a sua aprendizagem facilitada por uma porta sensória de seu sistema cognitivo.



Mais uma vez o social...
Se nosso conhecimento é construido coletivamente, e se precisamos de um mediador e o somos em sentido contrário, se para que haja construção de conhecimento precisamos ter ao menos dois indivíduos envolvidos por um  processo comunicativo, este pode ser em um mesmo momento, ou quando os participantes não estão em interação no mesmo tempo. É a comunicação síncrona e assíncrona, respectivamente. A aprendizagem colaborativa não prevê simultaneidade, mas participação coletiva no processo.


2001... Hall9000 e Stanley Kubrick, um quase profeta do apocalipse...
A sensação de que a máquina poderia sobrepujar o homem com uma rede neural mais perfeita que a humana, é desmontada por uma das mais simples ferramentas da mecânica básica... uma chave de fendas. Dessa forma colocamos a tecnologia em seu devido lugar, a de nos servir como ferramenta de crescimento, não como monolito de estagnação e limitação. Assim a aprendizagem colaborativa se vale da tecnologia para galgar pontos cada vez mais promissores e avançados no conhecimento humano.




Enfim...
Veio o segundo semestre e trouxe a resposta, o feedback de todo o empenho desenvolvido no decorrer do ano. Um convite no mês de julho para escrever um artigo sobre Estilos de Aprendizagem para uma revista especializada no assunto publicada pela Universidad Nacional de Educación a Distancia - UNED, com sede em Madri, na Espanha.
Aprovado, o artigo "A Teleaula Voltada aos Estilos de Aprendizagem: Uma Nova Proposta Pedagógica" foi publicado em outubro, na 4ª edição do seu 1º volume.


...
2010... Esse ano promete...
Dando continuidade aos estudos desenvolvidos esse ano, partiremos de uma forma ainda mais analítica do processo cognitivo, para que possamos ao findar o ano, encerrá-lo com uma nova síntese do construído em seu decorrer.
Espero poder contar com a participação ativa de cada um de vocês que me honrou com sua leitura e comentário. Espero poder corresponder com a confiança depositada.


Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo cheio de realizações, maiores ainda do que esse que sem dúvidas o foi.


Um grande abraço a todos...


--
Prof. Milton JB Sobreiro
Licenciado em Ciências Sociais
Especialista em EAD
Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/4182553698301771
Designer Instrucional
Educomunicador
http://eadtedi.blogspot.com
http://www.meadiciona.com/miltonsobreiro
Revista de Estilo de Aprendizaje - UNED Madrid
http://www.learningstylesreview.com/



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Revista de Estilos de Aprendizaje - UNED - Madrid - Espanha


Façam uma visita à Revista Eletrônica de Estilos de Aprendizagem.
Meu artigo é o 13º - A Teleaula voltada aos Estilos de Aprendizagem:
Uma Nova Proposta Pedagógica.
Espero todos por lá e as críticas podem ser postadas nos Comentários deste Post.
Grande abraço a todos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aprendizagem Colaborativa Assistida por Computadores: Uma nova Odisséia no Cyberespaço.


São dois conceitos ajuntados simbioticamente em um terceiro... Quem sabe uma relação dialética entre uma Aprendizagem Colaborativa que se apresentaria qual uma tese, e o Computador, concebido para ter as respostas prontas, tão logo lhe seja solicitada, antitética à construção da primeira, mas como somos seres humanos, sociais per si, relegamos à máquina do milênio a simples função assistencial da mais importante ação humana: a da construção do conhecimento que se faz síntese neste diálogo.

Aprendizagem Colaborativa poderia ser definida enquanto métodos e técnicas de aprendizagem, compartilhadas por um determinado grupo objetivando a aprendizagem de todos com a colaboração de cada um, independente de sua função nele. Tal ação, ou elenco de ações, ou, melhor ainda, (inter)ações se dão através de um conjunto de conhecimentos prévios inerentes a cada componente, adquiridos socialmente em seus diversos grupos de convívio. Cada papel social exercido, em cada ambiente de convivência, deve ser constantemente desequilibrado, e, ao buscar a reequilibração deste, algo é assimilado e será transformado em desequilibrador para outro ambiente social. Este motocontínuo levará os diversos conjuntos de pessoas de sua convivência a compartilhar estes e outros saberes, em constante (des)(re)equilibrar possibilitando um rearranjo cognoscível inter-relacional com centro irradiador em cada indivíduo envolvido direta ou indiretamente.

Neste sentido vem, com o computador e mais, com a rede mundial de computadores, um novo nó, por onde se ligam outros centros irradiadores, tecendo assim uma teia de conhecimentos e interesses dos mais distintos, mas que podem se tocar em áreas de intersecção, permitindo ao assunto ser abordados em seus mais distintos vieses, abrangidos por uma ampla diversidade cultural. Sendo assim, o computador passa a estar em seu devido lugar, o da ferramenta dominada pelo usuário, é o pressuposto kubrickiano do HAL9000, que domina o destino da nave de 2001, mas não o do homem que com o mais simples dos instrumentos da inteligência humana, uma chave de fendas simplesmente o desliga, mantendo a hegemonia da espécie sapiens.

Mas por que toda essa filosofia para descrever um processo tão simples quanto o da aprendizagem colaborativa?

Porque por mais complexo que seja o desafio apresentado, o monolito de 2001, pode ser transposto pela colaboração, por mais engenhosos que sejam os instrumentos de averiguação, não podem competir com a simplicidade de uma chave de fendas... Por mais enrolados que sejam os problemas apresentados, não resistirão às circunvoluções cerebrais humanas, muito menos quando agem em redes de pensamentos advindas das mais longínquas estâncias do saber cultural do homem.

Grande abraço,

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Prof. Milton JB Sobreiro
Licenciado em Ciências Sociais
Especializando em Educação a Distância
Designer Instrucional
Coordenador de Pólo Presencial – Eadcon